Empresas precisam de executivos adaptáveis às mudanças do mercado

“Por mais bonita que seja a sua estratégia, ocasionalmente dê uma olhada nos resultados”, disse Winston Churchill, estadista inglês, que viveu entre 1874 e 1965. Esse conceito é de grande validade, principalmente nos dias de hoje, quando observamos as consequências das crises política, econômica, hídrica e social que estamos enfrentando.

Para acompanhar a dinâmica de mercado e tomar decisões acertadas, os dirigentes precisam obter inteligência constante, abrangendo um amplo conjunto de considerações sobre o mercado, envolvendo concorrentes, clientes, fornecedores, pressões legais, influências políticas, inovações tecnológicas e forças internacionais.

Vivemos na era da competição total, não importando qual seja o porte, ramo ou nacionalidade da organização e, em qualquer lugar, existe um agressivo competidor pensando em como conquistar nossos mercados e clientes. A única alternativa que temos é tornar nossas organizações mais poderosas, mais competitivas, ágeis, inovadoras e, cada vez mais, melhor administradas.

O mercado é o lugar onde diversos atores agem: empresas, fornecedores, consumidores e governos; a cada movimento de um, o cenário transforma-se para os demais. É o jogo da caça e do caçador, onde todos competem pelos ganhos e cada um tenta obter vantagens sobre os demais. Vencem os que possuem maior capacidade de adaptação. Adaptar-se ou desaparecer é a dura lógica da seleção natural na vida e nos negócios.

Neste jogo existem as organizações que fazem as coisas acontecerem, as que ficam observando os acontecimentos e as que nada vêem e ficam perguntando o que aconteceu. As que fazem as coisas acontecerem são as que têm maiores chances de vitória, pois são proativas e investem em inovações, recursos e empoderamento das pessoas que nelas trabalham. As organizações que apenas observam os acontecimentos estão sempre na dependência dos acontecimentos para tomar alguma decisão e agir, o que as torna fragilizadas por ficarem à mercê das vontades do mercado e dos demais atores. E as organizações que nada vêem e nada sabem, desnecessário dizer, estão fadadas ao fracasso.

O Poder Competitivo de uma organização está sujeito às mudanças do mercado. Adequar esse Poder Competitivo dependerá dos conhecimentos e das qualidades adaptativas que os gestores e demais profissionais conseguirão assimilar e colocar em prática.

A vida nos exige, a todo momento, um aperfeiçoamento de nossas leituras das circunstâncias, como uma forma de ampliar nossa eficácia e nosso conhecimento do mundo que nos cerca e das rotas que estamos seguindo. Adaptação é sobrevivência. Adaptação é especialmente necessária em organizações que desejam prosperar em um ambiente estratégico volátil, incerto, complexo e ambígüo.

Capacidade de adaptação é a competência mais necessária em situações de crise. Desenvolva-a. Será a única maneira de enfrentar as ameaças e explorar as oportunidades oferecidas pelas crises que nos rodeiam.

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Sobre Milton R. Almeida

Milton Roberto de Almeida é Administrador de Empresas com especializações em Gestão da Administração Pública, História Militar, Planejamento Político-Estratégico e Gestão de Recursos de Defesa (Escola Superior de Guerra). Atuou em empresas públicas e privadas nas áreas de Marketing, Vendas e Educação Corporativa. Lecionou disciplinas de Administração em diversas faculdades. Desenvolvedor e apresentador de treinamentos empresariais.
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